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Soldado é espancado e tem testículo retirado após tortura em trote do Exército


Um soldado da 27ª Brigada de Infantaria Paraquedista, que preferiu não se identificar, denunciou violências sofridas durante uma sessão de trote aplicada por um grupo de 18 militares, todos superiores. De acordo com ele, que falou ao portal O Globo, o sonho de ingressar no Exército foi deixado de lado, há duas semanas, por conta das agressões.

No trote o calouro é submetido a um intenso espancamento com os pés e mãos amarrados pelos veteranos sem nenhuma chance de defesa. O militar contou que levou chutes e foi espancado, com uso de paus, pedaços de fios e de plásticos por dois minutos. No final, um um cabo, conhecido como “Cachorro Louco”, foi em direção ao soldado simulando um cão e mordendo violentamente suas nádegas.

Após a agressão, como contou ao portal, restaram inúmeras marcas e ferimentos pelo corpo. Em casa, ele percebeu um sangramento no pênis, que levou à extração de um dos testículos por médicos do Hospital Central do Exército (HCE). De acordo com o soldado, o outro testículo também está comprometido e poderá ser extraído.

Além de não poder mais saltar ou pular de paraquedas, o militar também está passando por tratamento psiquiátrico e psicológico para tentar superar as agressões. Nas unidades militares do Rio de Janeiro, casos como o do soldado são recorrentes. Outros cinco registros de maus-tratos em unidades militares do Rio, com violação de direitos humanos, estão sendo investigados.

Por meio de nota, o Exército afirmou que o caso foi apurado e gerou o indiciamento de oito cabos envolvidos. O militar é lotado na 2ª Companhia da 27ª Brigada de Infantaria Paraquedista, em Deodoro, onde há 60 soldados e todos costumam ser submetidos ao trote. Em 2015, um levantamento do Globo nos processos da Justiça Militar do Rio mostrou que em 10 anos, 299 casos em unidades militares das Forças Armadas do Rio foram julgados.

Por: Erivaldo Oliveira,  São Gonçalo Alerta

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