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Com morte cerebral, jovem é mantida viva no Paraná para dar à luz gêmeos


Frankielen da Silva Zampoli tinha 21 anos e estava grávida de gêmeos. Ela teve morte cerebral por causa de uma hemorragia e não tinha mais chance de viver. A gestação estava apenas começando, no segundo mês. A equipe médica teve pela frente um enorme desafio: manter o corpo da mãe funcionando para que Azaphi e Ana Vitória pudessem se desenvolver.

Durante 123 dias, a gravidez foi monitorada minuto a minuto e comemorada nos detalhes por médicos, enfermeiros, nutricionistas e fisioterapeutas de um hospital da região metropolitana de Curitiba. Frankielen foi atendida pelo SUS. Entre os cuidados, uma ecografia todos os dias.

Família e equipe médica se uniram. Eles acariciavam a barriga, conversavam e cantavam para os bebês. “Nós trouxemos canções para as crianças: canções de crianças, canções improvisadas, canções que nós fizemos exclusivamente para elas", conta a capelã e musicoterapeuta Érika Checan.

Frankielen ficou internada por quase cinco meses. No início da semana, os médicos decidiram que não podiam mais esperar. Ana Vitória nasceu com 1,4 quilo e o irmão Azaphi com 1,3 quilo. Os dois com a saúde compatível a de prematuros da idade.


Os bebes estão isolados na UTI, principalmente por causa do risco de infecções. Os médicos dizem que ainda é cedo para saber se eles vão evoluir. "Foi um momento, para mim, muito bom, de muita felicidade, dia após dia. Lá dentro, a felicidade transborda, dá ânimo de vida na gente, né?! Não tem preço, sabe. A força vem deles muito pra minha vida", explica o pai das crianças, Muriel Padilha.

Por: Erivaldo Oliveira,  São Gonçalo Alerta
Fonte: Jornal Hoje

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