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Ministro da Justiça diz que maioria dos mortos não eram ligados a facções


O ministro da Justiça e Cidadania, Alexandre de Moraes, afirmou nesta terça-feira que a maioria dos mortos nas duas unidades prisionais de Manaus, entre domingo e segunda-feira, não eram ligados a facções. O secretário de estadual de Segurança, Sérgio Fontes, havia afirmando na segunda que o massacre foi causado por uma guerra entre organização criminosas.

— Isso é um erro que não podemos cometer, achar que, de uma forma simplista, que esse massacre e essas rebeliões são simplesmente guerra entre facções. Aqui, os 56 mortos, mais da metade não tinha ligação com nenhuma facção. Isso é algo que não vem sendo divulgado, exatamente porque sempre é mais fácil uma explicação simplista — disse o ministro em entrevista.

O ministro visitou na manhã desta terça-feira o Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus, onde morreram 56 detentos. Segundo o Moraes, a situação na prisão é considerada normal e as investigações para identificar os chefes do episódio devem ser divulgadas até o fim da semana.


— As alas do Compaj já estão limpas e vazias. Por lá as coisas estão normais. Agora o foco é as investigações que já começaram. Conversei com o delegado responsável pelas investigações e já coloquei a Polícia Federal à disposição para ajudar no que for preciso. E ele (delegado) me disse que até o fim da semana eles devem passa os nomes dos líderes das facções para que eles sejam transferidos — disse o ministro, que também visitou a ala feminina.

Após a visita, Moraes dirigiu-se à sede da Defensoria Pública do Estado, onde reuniu-se com o defensor público geral em exercício, Antonio Cavalcante. Ficou definido o apoio do Ministério da Justiça para criação de uma força-tarefa para assistência jurídica nas unidades prisionais de Manaus e de uma Central de Atendimento das Famílias Vítimas do Massacre.

Na última semana, o governo federal já havia anunciado o repasse de R$ 1,2 bilhão aos estados para a construção de penitenciárias e modernização do sistema penitenciário, sendo R$ 44,8 milhões para cada estado.

— Tivemos uma reunião bem proveitosa e fizemos uma análise de todas as propostas para que episódios como esse não aconteçam mais. Eu creio que existe um processo de evolução de se controlar melhor os presídios e, como houve a liberação desse dinheiro, os presídios serão dotados de equipamentos para melhorar o sistema — destacou Antonio Cavalcante.

Por: Erivaldo Oliveira,  São Gonçalo Alerta
Fonte: O Globo

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