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Bahia vence Bragantino por 3x2 e fica a um ponto da Série A


Não foi um jogo. Tampouco um show. Foi um espetáculo típico de festival. Daqueles que um adolescente falará até a velhice de como foi gratificante estar presente na Fonte Nova, na tarde deste sábado (19), no duelo entre Bahia e Bragantino, com direito a festa antecipada, drama, fé e outro gol no final. Foi uma marcante contribuição da arquibancada, diga-se de passagem, no triunfo tricolor por 3x2. Faltou apenas a cereja no bolo. O acesso não aconteceu, não pelos esforços do Esquadrão, mas pelo fato do Náutico ter vencido o Tupi, por 4x1, se mantendo com chance de acesso. 

O ritual do torcedor começou cedo. Pelas ruas de Salvador, parecia que a cidade respirava o duelo. Na frente da Fonte Nova, um mar azul, vermelho e branco balançava ao ritmo de cantos tricolores. Dentro de campo, um amor incondicional vibrava por tudo. Seja pela entrada do mascote, por um adeus de Feijão ou uma defesa do goleiro tricolor Muriel ainda no aquecimento. A ansiedade para a banda, ou melhor, o time entrar era grande.

Com tanta gente apoiando, era obrigação do Bahia dar espetáculo. Um resultado magro seria desaforo. Logo aos 2 minutos, o Bragantino arriscou e assustou. Foi a única coisa que o penetra conseguiu. Depois, o Bahia dominou a marcação e mal deixava o Braga passar do meio-campo. Aos 10 minutos, Luiz Antônio meteu uma bomba. A bola bateu no travessão e entrou. Na dúvida, Hernane aproveitou o rebote e meteu pra dentro. 

Frenético, o tricolor arriscava sempre pela esquerda com Moisés, quase sempre com jogadas rápidas. Aos 18 minutos foi a vez de Hernane fazer o dele de verdade. O jogo parecia fácil, mas o Esquadrão deu uma esfriada e o Bragantino acabou aproveitando um passe de cabeça preciso do árbitro da partida. A bola bateu em Devarly Lira e sobrou para Rafael Grampola, que driblou Muriel e diminuiu. Como num festival, os astros tricolores resolveram meter um ritmo mais lento. Aos 40, porém, Victor Rangel cruzou na medida para Hernane, que meteu o joelho, mas mandou por cima do gol. 

Segundo tempo
O Bahia voltou para o segundo tempo sabendo que o acesso antecipado não seria mais possível, pois o Náutico havia vencido o Tupi, por 4x1, ainda fazendo sombra para o representante baiano. Não fazia mal. Fazer sua parte na Fonte era suficiente para assegurar sua vaga na Série A contra o Atlético Goianiense na última rodada. 

O segundo tempo foi nervoso. Mesmo vencendo e jogando melhor, parecia que o Bahia mantinha a cautela demasiada para não sofrer o segundo gol. A torcida tentava empurrar, mas o nervosismo era geral. O Bragantino quase não assustava, mas o Bahia fazia suspense e não matava um jogo teoricamente fácil. Aos 13 minutos, a torcida levantou. O 12º jogador resolveu entrar em campo e o Bahia quase marca com Edgar Junio. 

Aos 24, o desastre. Num momento de bobeada da zaga, Um momento em que ninguém acreditava, que ninguém mal sabia quem havia feito o gol. Foi Edson Sitta. Porém, a torcida, ao invés de se abater, gritou. Empurrou. Aos 32, Hernane novamente estufou a rede, mas o juiz já tinha marcado uma falta. E o que parecia desastre passou a ser apenas um susto, uma brincadeira de mal gosto do penetra Bragantino. 

Aos 42, enquanto a torcida gritava “eu acredito”, Renato Cajá resolveu ser o Anjo 50, o Raudinei, o Hernane. A bola sobrou para o meia, que meteu uma bomba para dentro. A raiva, o grito de liberdade. Daí pra frente, só foi festa. Não interessava mais se Náutico havia vencido, se o acesso ainda não estava assegurado matematicamente. No coração tricolor, a Série A já está esperando de braços abertos.

Sábado que vem, dia 26, o Bahia vai até Goiânia, onde enfrenta o Atlético-GO, já campeão da Série B, às 16h30. Um empate é suficiente para o tricolor voltar à Série A sem depender de ninguém mais. Se perder, precisa torcer para que ou Vasco, que enfrenta o Ceará no Rio, ou Náutico, que joga no Recife contra o Oeste, não vençam suas partidas, que começam no mesmo horário. Haja coração.

Por: Erivaldo Oliveira,  São Gonçalo Alerta
Fonte: Correio

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